Archive for the ‘Educação’ Category.

Ano letivo em Porto Seguro começa sem merenda e estrutura

Sem conclusão quase total de reformas, sem merenda escolar, com déficit de mais de 5 mil carteiras escolares e cobrança para que professores contratados sejam trocados por efetivos. Assim foi iniciada nesta segunda-feira, 8, com dez dias de atraso, o ano letivo de mais de 32 mil alunos de Porto Seguro (707 km de Salvador), no extremo sul da Bahia.

O secretário Municipal de Educação, Március Beltrão, lamenta a situação e explica que providências estão sendo tomadas. “Infelizmente, tivemos vários problemas no final de 2009, como a licitação da merenda e da carteira escolar. Com relação à merenda, asseguro que já a compramos e falta apenas serem distribuídas, o que ocorrerá durante a semana”, declarou.

Beltrão afirma que 1,3 mil carteiras foram danificadas no último ano letivo e que “deu para consertar algumas”. “Até o final de março, teremos reposto o que falta”, informa.

Sobre as reformas das 117 escolas, o secretário afirmou que “foi pouca coisa” gasta com manutenção. Em relação a construção de cinco escolas e um ginásio de esportes foram gastos, no total, R$ 1,65 milhão.

Fonte: Portal Terra

Aluno dá facada no pescoço de professor em Cajazeiras-(Salvador)

O professor Marcos Nonato foi agredido por um aluno dentro do Colégio Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras, no final da manhã desta quarta-feira, 3. O agressor utilizou uma faca para atingir a vítima no pescoço.

De acordo com testemunhas, Marcos passava pelo corredor da escola quando foi abordado pelo jovem.  Uma divergência entre eles teria começado após o docente não permitir sua entrada na sala de aula. Apesar de ter chegado atrasado na classe, o garoto não aceitou a crítica e passou a agredir verbalmente o professor.

Após o ocorrido, o estudante saiu da escola e, ao retornar, estava com a faca em mãos. Marcos foi socorrido pelo vice- diretor da instituição. A vítima foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE) e seu estado de saúde não foi divulgado.

O agressor tentou fugir do colégio, mas outros estudantes que presenciaram a violência conseguiram detê-lo. Ele foi levado à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), em Brotas, mas a polícia continua no local para averiguar o crime.

Os professores estão reunidos para decidir se paralisam as atividades na unidade de ensino.

Fonte: Atarde

Ministério da Educação oferece cursos de formação continuada para professores

Professores da rede pública interessados em participar dos cursos de formação continuada oferecidos pelo Ministério da Educação devem se inscrever até o próximo domingo (28) pela internet. Os cursos de curta duração são oferecidos em parceria com universidades públicas, escolas técnicas, estados e municípios. Estão abertas 354.952 vagas.

O processo todo é feito pela Plataforma Freire: http://freire.mec.gov.br. O professor faz sua pré-inscrição que deve ser confirmada pelas secretaria de educação – municipal ou estadual. Podem participar docentes que tenham formação específica para o magistério em nível médio (técnico ou normal) e aqueles com licenciatura ou formados em pedagogia.

Os cursos têm carga horária entre 40 e 300 horas e abrangem diversas áreas como educação em direitos humanos, diversidade, relações étnico-raciais e o uso do computador na escola. Mais informações no site do MEC (http://www.mec.gov.br) ou pelo telefone 0800 616161.

Fonte: UOL

Violência contra educadores pode virar crime sujeito a detenção

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6269/09, do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que criminaliza a agressão contra professores, dirigentes educacionais, orientadores e agentes administrativos de escolas.

A pena prevista é detenção de um a quatro anos, nos casos de agressão física, e detenção de três a nove meses ou multa, nos casos de agressão moral. A proposta altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), na parte que trata do crime de desacato ao funcionário público.

O texto equipara o professor de escola pública ou particular a agentes públicos, para que seus agressores possam ser punidos conforme prevê a legislação brasileira. Se o agressor for menor de idade, deverá cumprir as penas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90).

Programa de prevenção
Além de tipificar a agressão contra o professor, o projeto institui o Programa Nacional de Prevenção à Violência contra Educadores (Pnave), com previsão de implementação de medidas preventivas, cautelares e punitivas da violência contra o educador.

As medidas incluirão campanhas educativas, afastamento ou transferência para outra escola do aluno agressor, além de licença do educador ameaçado. As despesas decorrentes da aplicação do programa serão custeadas por dotações orçamentárias do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Ministério da Justiça.

Caberá às secretarias estaduais e municipais de Educação e Segurança Pública organizar atividades de combate à violência nas escolas. O trabalho será feito em parceria com entidades dos profissionais da educação e de estudantes, conselhos deliberativos da comunidade escolar, sob orientação dos ministérios da Educação e da Justiça, e será direcionado a educadores, alunos, famílias e à comunidade.

Agressão e conflito
Rodrigo Rollemberg afirma que cada vez mais as escolas no Brasil e no mundo estão se tornando “territórios de agressão e conflito”, o que tem chamado a atenção da sociedade e da mídia.

Ele cita pesquisa realizada em 2006 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo que aponta, como queixa mais comum dos educadores, as agressões verbais entre professor e aluno.

“Dentre os 684 professores entrevistados, 82,2% afirmaram ter sofrido alguma
forma de violência física e/ou psicológica no exercício do magistério. Caracteriza-se assim um perfil pessimista para uma categoria que já sofre com baixos salários, infraestrutura de ensino precária e longas jornadas”, afirma o deputado.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Fonte: Camara dos Deputados

Haddad recebe título de “Educador do ano”

O ministro da Educação, Fernando Haddad, será agraciado nesta segunda-feira, 25 de janeiro, com “Prêmio Fernando de Azevedo – Educador do Ano 2009″. Haddad o receberá das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O prêmio votado e concedido pelos 41 membros da Academia Brasileira de Educação. Ele tem por objtivo valorizar a atuação de educadores e profissionais da educação no Brasil.

Haddad ganha a honraria no último de seus 8 anos à frente do Ministério da Educação (MEC). Durante o período, que se estende pelos dois mandatos de Lula, Haddad defendeu mudanças e executou projetos para a educação nacional.

Entre eles, estão a instituição do ensino fundamental de nove anos, o desenvolvimento de instrumentos de aferição, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e o estabelecimento de um piso nacional do magistério.

No decurso dos últimos meses, o MEC ganhou visibilidade pela primeira edição do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, em menor escala, pelo fim da incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre a educação.

Fonte: Portal Terra

Crianças que usam SMS falam e leem melhor, diz estudo

Um estudo publicado pela British Academy afirma que crianças que usam mensagens de texto SMS em celulares (ou “texting”) leem e falam melhor que as demais. Publicado na quarta-feira (20), o estudo diz que pais e professores devem estimular a prática como forma de melhorar a atenção fonoaudiológica das crianças.

Segundo o jornal inglês “The Independent”, boa parte das crianças que escrevem abreviações de palavras dominam a forma de pronunciá-las corretamente. Pesquisadores também notaram um aumento de atenção quando algumas palavras rimavam com outras.
No entanto, os pesquisadores não conseguiram detectar qualquer sinal de que a frequência de texting tem efeito na habilidade de escrever dentro das normas corretas da língua inglesa. Eles chegaram apenas à conclusão de que usuários frequentes eram mais propensos a ter altas avaliações em testes de fluência verbal.

A pesquisa, conduzida entre um grupo de crianças entre oito e 12 anos, concluiu que os usuários mais regulares de SMS eram os que tinham menos problemas em ler e falar em sala de aula.

O aumento do uso desse tipo de comunicação gerou opiniões de que o texting estaria destruindo as linguagens.

Professores também constatam o crescimento do uso de linguagens comprimidas, características de SMS, em provas e exames.

“Estudamos esta área, inicialmente, para ver se havia alguma evidência de associação entre o uso do texto abreviado e a alfabetização, após o retrato negativo da atividade na mídia”, disse Clare Wood, especialista em desenvolvimento psicológico da Universidade Coventry.

“Ficamos surpresos em ver que não apenas a associação era forte, mas que o uso de mensagens de texto auxilia no desenvolvimento de habilidades fonoaudiológicas e da capacidade de leitura em crianças”, disse ela.

Fonte: Folha Online

País perde 12 posições em ranking de educação

O Brasil perdeu 12 posições no índice de educação feito pela Unesco, o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para a educação e a cultura.

A queda, do 76º para o 88º lugar entre 128 países, ocorreu principalmente em razão da piora no índice de crianças que chegam até a quarta série. Segundo a Unesco, de 80,5%, em 2005, o percentual caiu em 2007 para 75,6%.

Com isso, o IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional) do Brasil, caiu de 0,901 para 0,883 em uma escala de 0 a 1, o menor entre todos os países do Mercosul. Isso mantém o país em um patamar considerado mediano pela Unesco.

O IDE é composto pelas taxas de alfabetização de adultos, igualdade de gênero, matrícula na educação primária e sobrevivência na escola até a quinta série -no caso do Brasil, foi considerado o dado relativo à quarta série.

Os primeiros lugares ficaram com Noruega, Japão e Alemanha. Os últimos, com Etiópia, Mali e Niger, todos no continente africano.

Repetência

Um dos piores indicadores brasileiros mostrados pelo relatório é a repetência.
Com 18,7% de taxa de reprovação no ensino fundamental no ano de 2005, de acordo com o relatório, o Brasil só perde nesse quesito para 13 países que fazem parte da África subsaariana.

No dado mais recente, relativo a 2007, essa taxa estava em 12,1% segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao Ministério da Educação.

Em relação ao investimento em educação, o Brasil gastava em 2005 menos de um quarto do que os países considerados como desenvolvidos: US$ 1.257 por aluno contra US$ 5.312 por aluno.

O coordenador da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, ressaltou a alta taxa de repetência, mas avaliou que o Brasil se saiu bem no relatório ao ter sido bem avaliado no combate ao analfabetismo e na distribuição de recursos, como o Fundeb -fundo que recebe recursos da União, Estados e municípios e viabiliza o financiamento da educação em locais mais pobres.
Procurado para comentar o relatório, o Ministério da Educação afirmou que está analisando os números mas que, de qualquer forma, todos eles se referem ao período anterior ao lançamento do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), o chamado “PAC da Educação”, que ocorreu em 2007.

Fonte: Folha Online

Fies: dívida pode ser paga em três vezes o tempo do curso

A partir do primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil também será agente financeiro do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação que permite aos universitários financiar os estudos em um curso superior de instituições particulares. Antes o financiamento era feito exclusivamente pela Caixa Econômica Federal.

O Diário Oficial da União desta sexta-feira publica as novas regras do programa, que inclui a redução da taxa de juros de 6,5% para 3,5% ao ano para o saldo devedor de contratos antigos.

Com a lei, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passa a ser o agente operador do Fies. Ele cuidará dos contratos e documentação dos estudantes, que antes era feito pela Caixa. Além do Banco do Brasil, a intenção do MEC é que no futuro outros bancos também possam ser agentes financeiros do Fies.

Outra mudança é que o prazo para quitação da dívida, que antes era de duas vezes o período do curso, agora passa a ser de três. Ou seja: um estudante que financiou um curso com duração de quatro anos, poderá quitar seu saldo devedor com o banco em até 12 anos.

Os estudantes de medicina e de cursos de pedagogia ou licenciatura poderão pagar sua dívida a prestação de serviços. De acordo com a lei, será abatido 1% da dívida a cada mês trabalhado, caso eles optem por atuar como professores da rede pública de educação básica ou como médicos no programa Saúde da Família.

Fonte: Portal Terra

Haddad: municípios têm recursos para garantir aumento salarial

Estados e municípios têm condições de pagar o piso salarial dos professores, no valor de R$ 1.024,67, conforme interpretação da Advocacia-Geral da União (AGU), disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. O reajuste do piso passa a vigorar em 1º de janeiro de 2010 e corresponde a uma jornada semanal de 40 horas.

Haddad apresenta três razões que justificam a capacidade de governadores e prefeitos de honrar o reajuste de 7,86% no piso dos professores. A primeira, o aporte adicional de R$ 1 bilhão, a serem transferidos pelo governo federal no próximo ano aos cofres de estados e municípios, com o aumento de 36% nos repasses para merenda e transporte escolares.

O aumento das transferências da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), é a segunda razão.

A terceira questão relacionada por Haddad refere-se às projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010. Todas indicam crescimento de 5% na arrecadação.

Fonte: Portal Terra

40% dos estudantes brasileiros não têm acesso à internet, mostra pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira mostra que 40% dos estudantes brasileiros não tinham acesso à internet em 2008. Segundo pesquisadores do instituto, o dado impressiona porque a rede é usada com foco no estudo por 90% dos estudantes.

De acordo com o Suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008 sobre Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal, 15 milhões de jovens não usam a rede em seu dia a dia.

O estudo aponta também que o Estado com menos estudantes conectados é o Maranhão, onde apenas 34% deles têm acesso à internet. Os pesquisadores destacam ainda que o Orkut influenciou 83% dos acessos à internet de quem busca comunicação com outras pessoas no país. Já a educação, que liderava o ranking de motivações ao acesso caiu de 70% dos usuários para 66%.

Desconectados

O levantamento aponta ainda que 104,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não tiveram acesso à internet no período de três meses anteriores à pesquisa (65,2% do total). Os principais motivos para a não utilização foram não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar a internet (31,6%) e não ter acesso a computador (30%).

Idade

Entre os estudantes, a principal razão para estarem desconectados é o fato de não terem acesso a um computador (46,9%). As pessoas que não demonstraram interesse na internet apresentaram idades médias mais elevadas (44,1 anos em 2005 e 45,2 anos em 2008) do que aqueles que apresentaram outros motivos para não se conectarem.

Rendimento

O levantamento revelou que as pessoas que apresentaram os mais altos rendimentos médios mensais per capita de R$ 1.900 foram as que acessaram à internet para fazer compras e pagar contas. Já as pessoas de renda baixa (cerca de R$ 1.000) entram para se comunicar com outros internautas e para lazer.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento per capta das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336 (os mais elevados). Os menores rendimentos per capta foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (R$ 825) e de LAN houses (R$ 536).

Fonte: Folha Online