Archive for dezembro 2009

40% dos estudantes brasileiros não têm acesso à internet, mostra pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira mostra que 40% dos estudantes brasileiros não tinham acesso à internet em 2008. Segundo pesquisadores do instituto, o dado impressiona porque a rede é usada com foco no estudo por 90% dos estudantes.

De acordo com o Suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008 sobre Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal, 15 milhões de jovens não usam a rede em seu dia a dia.

O estudo aponta também que o Estado com menos estudantes conectados é o Maranhão, onde apenas 34% deles têm acesso à internet. Os pesquisadores destacam ainda que o Orkut influenciou 83% dos acessos à internet de quem busca comunicação com outras pessoas no país. Já a educação, que liderava o ranking de motivações ao acesso caiu de 70% dos usuários para 66%.

Desconectados

O levantamento aponta ainda que 104,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não tiveram acesso à internet no período de três meses anteriores à pesquisa (65,2% do total). Os principais motivos para a não utilização foram não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar a internet (31,6%) e não ter acesso a computador (30%).

Idade

Entre os estudantes, a principal razão para estarem desconectados é o fato de não terem acesso a um computador (46,9%). As pessoas que não demonstraram interesse na internet apresentaram idades médias mais elevadas (44,1 anos em 2005 e 45,2 anos em 2008) do que aqueles que apresentaram outros motivos para não se conectarem.

Rendimento

O levantamento revelou que as pessoas que apresentaram os mais altos rendimentos médios mensais per capita de R$ 1.900 foram as que acessaram à internet para fazer compras e pagar contas. Já as pessoas de renda baixa (cerca de R$ 1.000) entram para se comunicar com outros internautas e para lazer.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento per capta das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336 (os mais elevados). Os menores rendimentos per capta foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (R$ 825) e de LAN houses (R$ 536).

Fonte: Folha Online

Educação entra na agenda dos candidatos

A pesquisa CNI/Ibope mostra que a educação entrou no topo da agenda do brasileiro –o que é uma notícia extraordinária sobre a mudança de mentalidade.

De acordo com os entrevistados, a principal preocupação nacional é a segurança. E, em segundo lugar, aparece educação. Até pouco tempo atrás, segundo o Ibope, educação chegava a, no máximo, sétimo lugar.

Isso se deve à percepção popular de que a abertura do mercado de trabalho está condicionada à escolaridade.

A tradução é a seguinte: os candidatos terão de falar mais em como formar as pessoas do que gerar empregos. Até porque, como se sabe, quanto mais e melhor escola, menos violência.

Fonte: Folha Online

Enem tem abstenção recorde de mais de 40%, informa MEC

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informaram neste domingo que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorreu com tranquilidade em todo o País. Os órgãos anunciaram que o índice de abstenção, que ficou em torno de 40,6% nos dois dias, foi um recorde de ausência de estudantes.

Segundo o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o balanço desta edição foi positivo mesmo depois dos problemas que aconteceram em outubro, com o adiamento das provas. “Tudo ocorreu com tranquilidade. Esse ano, até os problemas normais foram menores do que no ano anterior. Apesar dos incômodos de outubro, a realização da prova com 2,6 milhões de alunos mostra a força e a importância desse exame”, avaliou.

Para Fernandes, o índice de abstenção se deveu principalmente à distância de quase cinco meses entre o período de inscrição e a aplicação das provas. “O adiamento do exame deve ter tido impacto na abstenção. Nos anos anteriores, ela oscilou entre 25 e 30%, mas nunca o período que separa a inscrição da aplicação do exame havia sido tão longo”, disse.

Ele ressaltou também que o Ministério e o Inep superaram os problemas de organização provocado pelo adiamento do Enem. “Apesar de tudo que enfrentamos, o Enem se consolida como a grande avaliação do ensino médio brasileiro”, acrescentou.

Reynaldo Fernandes lamentou ainda que, com o adiamento da data das provas, algumas universidades tenham recusado a utilizar a nota do Enem como resultado para o vestibular. “Instituições importantes como USP, Unicamp, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e PUC ficaram impossibilitadas de utilizar a nota por força do seu calendário, diminuindo o estímulo dos alunos para fazer a prova”.

Fonte: Portal Terra

Faculdade dos EUA recusa formatura a alunos obesos

Agora que a primeira turma está para se formar, os que não reduziram seu IMC correm o risco de não conseguirem se formar.

“Cerca de 15% de nossos alunos não conseguiram um IMC menor que 30, portanto, esperamos que dezenas deles não completem o curso”, disse à BBC James L. DeBoy, chefe do departamento de Saúde, Educação Física e Recreação da universidade.

“Epidemia*

LeBoy defendeu a decisão da instituição, dizendo que “tempos drásticos requerem medidas drásticas”.

“Estamos em meio a uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos, e sabemos que a obesidade se associa a doenças do coração, diabetes, acidentes vasculares-cerebrais, câncer e problemas ósseos e musculares”, afirmou.

Mas muitos alunos vieram a público para reclamar da universidade.

“O requisito do IMC é ridículo”, definiu Sharifa Riley, aluna de jornalismo, à BBC.

“Estou perfeitamente consciente de que a obesidade está se tornando um problema, principalmente para pessoas da nossa idade. Mas os estudantes vêm à universidade para receber uma educação”, disse. “Para mim, trabalhar durante quatro anos para chegar ao final do meu curso e alguém me dizer que não posso me formar por causa do meu peso, não tem nada a ver.”

Em entrevista à rede CNN, o professor de Direito David Kairys, da Universidade de Temple, também na Pensilvânia, disse que, do ponto-de-vista legal, a exigência da Lincoln parece “paternalista” e “intrusiva”.

“O curso de fitness deveria ser uma escolha do estudante”, concluiu.

Fonte: Folha Online